Ainda sobre o Tikun

Sem conhecer você, posso dizer imediatamente qual é o seu tikun.

 

Tudo que for desconfortável para você faz parte do seu tikun.

 

Todas as pessoas na sua vida que o incomodam e o aborrecem fazem parte do seu tikun (correção espiritual).

Se você acha difícil se defender – isso é parte do seu tikun.

Se você parece não conseguir sair do atoleiro das dívidas – isso faz parte do seu tikun.

Se você acha difícil controlar seus pensamentos negativos – isso é parte do seu tikun.

Com esse entendimento, você não pode mais se sentir uma vítima.

Você não pode mais se lamentar dos sofrimentos, da infância problemática, do desequilíbrio hormonal ou de qualquer circunstância difícil que esteja confrontando. Essas situações, não importam o quanto pareçam esmagadoras, estão presentes simplesmente para ajudá-lo a atrair a Luz duradoura da plenitude para sua vida. Mas antes, existe uma situação de tikun exigindo ser corrigida.

E é disso que trata a vida.

Caminhar em direção – e não em sentido oposto – ao que é desconfortável.

A satisfação momentânea de fugir não é nada se comparada à energia que você vai obter ao enfrentar a situação.

Não há julgamento onde Rabi Shimon Bar Yochai está

Lag BaOmer – Hilulá de Rabi Shimon Bar Yohai –  o autor do Zohar, será no por do Sol de 25 de Maio (18 de Iyar)

Abaixo, texto traduzido do Michael Berg sobre o poder de Rav Shimon Bar Yohai:

 

Não Há Julgamentos Onde Rabi Shimon Está

Esta história do Zohar é uma das minhas favoritas (Zohar Vayech – sessão 19 – 144:152).

Nós sabemos que Rabi Shimon tinha um pequeno e fechado grupo de estudantes ao seu redor. Rabi Yitzchak era um deles.

Rabi Yitzachak estava na porta, sentado, e triste.

Rabi Yehuda o viu ali sentado e triste e perguntou: “Por que hoje é diferente de que qualquer outro dia?”

Sabemos que para se conectar plenamente com a Luz do Criador devemos estar cheios de alegrias.

Rabi Yehuda disse, “O que aconteceu?” Algo diferente deve ter acontecido hoje para você estar triste.”

Rabi Yitzachak disse, “Eu quero perguntar três coisas. Um: quando você diz as palavras da Torá, as palavras de sabedoria e quando você menciona caos que eu ensinei, coisas que eu dividi com você, que você deveria dizê-las em meu nome.”

Quando nós dividimos palavras de sabedoria, é importante dizer o nome da pessoa que as ensinou.

Isso traz Luz para suas almas, mesmo se eles tiverem deixado este mundo.

“Rabi Yehuda, tudo que ouvir de mim diga em meu nome. A segunda coisa é que você ensine ao meu filho Joseph que era jovem naquele tempo, ensine-o esse caminho”.

A terceira coisa que Rabi Yitzachak pede a Rabi Yehuda depois de 7 dias de sua morte, Rabi Yehuda deveria ir em seu túmulo e fazer seus pedidos lá. Rabi Yitzachak diz a Rabi Yehuda que tem um insight de que vai morrer. Rabi Yehuda Pergunta, “Como você sabe que vai deixar este mundo?” Nós conhecemos aquelas pessoas, que quando estão num nível espiritual muito alto, quando eles dormem, suas almas, através de seus sonhos,, revela segredos com grande clareza. Rabi Yitzachak disse, “Meus sonhos não estão claros quanto costumavam ser. O que significa que minha alma e corpo estão começando a se separar. Quando eu vou a certo lugar, na Sinagoga e olho na parede, não vejo minha sombra.” Nós sabemos que a sombra é a ponte entre o corpo e a alma. Assim que a conexão diminui, a sombra diminui também. Rabi Yitzachak tinha a sensação de que ia deixar este mundo, e por isso foi procurar Rabi Yehuda. Onde você vai com um problema, com um julgamento? Eles foram a Rabi Shimon. Quando chegaram, claro, ele estava estudando.

Rabi Shimon levantou seus olhos e viu Rabi Yitzachak. Rabi Shimon viu o Anjo da Morte dançando ao redor Rabi Yitzachak. Rabi Shimon pegou a mão de Rabi Yitzachak e disse, “Eu decreto quem quer que usualmente venha á minha casa, podem entrar; quem quer que usualmente não vem a minha casa não pode entrar.” Rabi Yitzachak e Rabi Shimon entraram, o Anjo da Morte ficou amarrado do lado de fora.

Como sabemos, onde Rabi Shimon está, não pode haver entrada para o Anjo da Morte, para o perigo, para julgamento.

Rabi Shimon sentou em frente a Rabi Yitzachak o ensinando, revelando mais Luz, revelando mais segredos. Rabi Shimon disse para seu filho Rabi Elazar, “Monte guarda, e quem quer que venha, não fale com ele. Se ele quiser entrar faça de tudo que você puder para que ele não entre. Rabi Shimon disse para Rabi Yitzachak, “Você viu a imagem de seu pai?” Sabemos que uma pessoa, antes de deixar este mundo, seus pais, e aqueles próximos que partiram antes, aparecem para ela.

Rabi Yitzachak disse, “Não, eu não o vi ainda”. Quando ouvimos as palavras do Zohar, nós não estamos ouvindo uma história, nós estamos despertando a energia para nós mesmos e para o mundo. É importante temos a consciência disso.

Rabi Shimon levantou-se e disse ao Criador: “Mestre do Mundo, Rabi Yitzachak é um de nós, é um dos estudantes estimados. Ele é um dos sete.” Sabemos que Rabi Shimon tinha 10 estudantes próximos, ele mesmo, seu filho e mais oito. Mas no tempo da Grande Assembléia, três dos amigos tinha completado suas correções e deixado este mundo. Então restaram apenas 7. Rabi Shimon os chamava, “os olhos”.

Rabi Shimon disse, “Eu me responsabilizo por Rabi Yitzachak, dê ele a mim. “A Voz disse, ‘Rabi Shimon detém o Trono do Criador.”

A Voz disse, “Ele é seu, Rabi Yitzachak é seu. Quando você decidir vir, deixar este mundo, traga-o com você”.

Enquanto isto acontecia, Rabi Elazar, que estava do lado de fora garantindo que o Anjo da Morte não entrasse, ele disse para o Anjo da Morte ir embora. Rabi Elazar disse que não poderia haver julgamentos no lugar onde Rabi Shimon Bar Yohai  está. A história continua. Eles ajudaram a Rabi Yitzachak a permanecer nesse mundo.

O mais importante é:

“lait koftera detifsa, beater Rabbi Shimon ben Yochai sachiach” (Verso 152): Não pode haver julgamentos onde Rabi Shimon Bar Yohai está.

Sabemos que quando uma pessoa, certamente iluminada, nos deixa, sua energia fica no trabalho que eles deixaram neste mundo.

Rabi Shimon está no Zohar. Esta história é para nos dar grande apreciação do verdadeiro poder de Rabi Shimon, do verdadeiro poder de se conectar com o Zohar. À medida que nos aprofundemos no Zohar, quanto mais nos aprofundarmos dos ensinamentos de Rabi Shimon, mais serenos merecedores da Luz. Não pode haver julgamentos onde Rabi Shimon está. Todos temos uma conexão com Rabi Shimon de um modo diferente, quando há uma conexão verdadeira, como a que Rabi Yitzachak tinha, não pode haver julgamento.

O milagre chamado vida

Na competição pela vida, ao correr para cumprir nossas obrigações, cuidar das crianças, fazer nosso trabalho, etc, é muito fácil negligenciar a presença da Luz do Criador em cada momento.

É fácil ignorar o milagre chamado Vida.

Sempre que isso acontece, esses são os momentos de entender o seu Criador e o papel que você desempenha no grande esquema da vida.

A chave é entender que tudo que ocorre é um milagre.

Uma vez que essa ideia seja verdadeiramente incutida em nossa mente, passamos a compreender que tudo é um milagre; cada respiração que damos, cada manhã em que despertamos.

Não queira o “de graça”

Um dos truques do Oponente é nos enganar fazendo com que pensemos que queremos tudo de graça.

A satisfação duradoura não vem do resultado.

Ela vem de superar um desafio e de merecer a realização de algo.

Nada de valor vem para nós “de bandeja”.

Quando nos superamos e mudamos, nós merecemos, e com isso, vivenciamos a energia divina da Luz!

Descascar nossa alma

Fomos criados a imagem e semelhança da perfeição.

Nosso trabalho é descascar as camadas de ego, vaidade e preguiça que encobrem esta perfeição.

Não tema cair

Não tenha medo de cair.

Se nunca caímos, permanecemos exatamente onde estamos.

E enquanto o tempo nos move para frente fisicamente, espiritualmente nunca avançamos.

Cair talvez desgaste a sua autoestima, desencadeando depressão ou ansiedade, que são reações naturais para as situações difíceis.

Mas reaja sendo gentil com você mesmo, tente não se torturar.

Na verdade, comemore a queda.

É um sinal de que você está se movendo.

Apreciação

“No momento em que deixamos de dar valor, é o fim de um relacionamento. Nossa conexão com as pessoas, com nós mesmos e com a Luz do Criador depende da apreciação.”

– Rav Berg

O ato de apreciar consiste em agradecer as bênçãos e as coisas importantes que já temos em nossas vidas e também imaginar como seria a vida se não tivéssemos essa determinada benção.

Por exemplo, imagine se hoje você não tivesse mais a sua alma gêmea.

Como você se sentiria?

Como seria a vida sem ele(a)?

Imaginar isso nos faz automaticamente ter um sentimento completo e verdadeiro de apreciação.

E a apreciação é um ato que nos da duas bênçãos:

1. Faz com que as coisas que apreciamos continuem existindo em nossas vidas, sem precisar que venhamos perdê-las em algum momento;

2. Faz com que nos tornemos merecedores de mais bênçãos na vida, bênçãos essas que podem aparecer em todas as áreas.

Uma das chaves para se alcançar a plenitude é evocar conscientemente o sentimento de apreciação.
Essa prática por si só pode fazer uma enorme diferença.
Para a maioria de nós, dedicar algum tempo para sentir apreciação é a ultima coisa que passa pela cabeça, pois estamos muito ocupados correndo atrás de algo mais.
Contudo, muitos de nós ainda estamos cronicamente insatisfeitos.
Exercitar apreciação pelo que já possuímos é o remédio.